:: Mudança de Blog

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:: Expo Prumo 2010

No dia 14 de Abril deu-se início no Solar Grandjean de Montigny (PUC-Rio), a exposição "PRUMO 2010", realizada pelo curso de Arquitetura da PUC-Rio. Aproveitando a oportunidade, divulgamos nosso blog em um dos projetores da exposição.

Confira nas fotos abaixo:









 De 14 de Abril a 08 de Maio
Coordenação: Fernando Betim Paes Leme
Supervisão: Luciano Alvares e Vera Hazan
Cenografia e Montagem: Antonio Pedro Coutinho, Carolina Martinez e Marina Piquet
Fotografia: Carolina Martinez

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:: Rio de Janeiro





Favelário Nacional - Carlos Drummond de Andrade
À memória de Alceu Amoroso Lima, que me convidou a olhar para as favelas do Rio de Janeiro.

1. Prosopopéia

Quem sou eu para te cantar, favela,
que cantas em mim e para ninguém a noite inteira de sexta
e a noite inteira de sábado
e nos desconheces, como igualmente não te conhecemos?


Sei apenas do teu mau cheiro: baixou a mim, na vibração,
direto, rápido, telegrama nasal
anunciando morte... melhor, tua vida.


Decoro teus nomes. Eles
jorram na enxurrada entre detritos
da grande chuva de janeiro de 1966
em noites e dias e pesadelos consecutivos. [...]


Leia o texto completo em [Favela Tem Memória]

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:: Filmografia básica

Estes são alguns dos filmes que têm nos servido de referência:

"Man on Wire", de James Marsh
"New York, a documentary film", de Ric Burns 
"L'homme de Rio", de Philippe de Broca
"HU", de Pedro Urano 

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:: Nova Integrante



Nossa equipe acaba de ganhar um reforço com a incorporação de Catarina Flaksman, aluna  do oitavo período do curso de Arquitetura da PUC.  Além de estudante, Catarina é editora da Revista Noz. Em 2009, organizou o Cine Noz, evento com filmes seguidos de debates focando na relação entre cinema e paisagem, no Instituto Moreira Salles.

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:: Pesquisa

No momento, estamos em busca de material (fotos e filmes, sobretudo) relativo aos seguintes projetos:

Museu de Arte Moderna
Aterro/Parque do Flamengo
Edifício Avenida Central
Pavilhão de São Cristóvão
Auto-Estrada Lagoa-Barra
Viaduto do Joá
Viaduto Bertha Leithcic
Clube Costa Brava
Hotel Nacional
Gávea Tourist Hotel (estrutura abandonada na Estrada das Canoas)
Ponte Rio – Niterói

Se você tem algum material ou indicação que possa nos ajudar, por favor entre em contato conosco e garanta seu nome nos agradecimentos do filme!

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:: Argumento

Eis o argumento do filme, que é a base do roteiro em elaboração: "O Rio de Janeiro é uma cidade em permanente atrito com a natureza. Ao longo dos séculos, morros foram dissolvidos, grandes aterros criados, vários túneis perfurados. A intervenção humana sobre a natureza modelou e remodelou continuamente esta cidade, orientou seu crescimento e definiu sua organização territorial, possibilitando tanto a sua instalação quanto seu desenvolvimento e expansão. Circular pelo Rio de Janeiro hoje é, por isso, também celebrar a técnica - construtiva, viária, paisagística, urbanística - que tornou esta cidade possível.

Por outro lado, a mesma técnica que viabilizou esta cidade contribuiu para a situação crítica em que ela se encontra hoje: a “febre viária” que reduziu os congestionamentos nos anos 1950-60 contribuiu igualmente para a fragmentação e estratificação (espacial e social) da cidade, e grandes obras de arquitetura (como o Pavilhão de São Cristóvão) varreram praças e espaços públicos, ainda que oferecendo novos ambientes de sociabilidade. De modo análogo, a disseminação e generalização de soluções e sistemas técnicos, cada vez mais simplificados e barateados (lajes de concreto, por exemplo), também contribuiu decisivamente para a intensa proliferação das favelas nos últimos decênios. 



Tendo isso em vista, o que se propõe, com este filme, é fazer brotar na cabeça do espectador um pensamento crítico sobre a cidade do Rio de Janeiro, a partir do estabelecimento de uma relação entre a sua evolução urbana e o desenvolvimento técnico materializado em obras de arquitetura e engenharia que tiveram papel decisivo na conformação física-territorial da cidade e/ou para a definição da sua imagem urbana. O recorte temporal coincide com um arco que se estende dos anos 1950 (em geral considerado o período áureo da cidade) até o presente. Nesse arco estão compreendidas desde as obras de desmonte do Morro de Santo Antonio (administração Dulcídio Cardoso, 1952-4), às grandes obras viárias e urbanísticas que se seguiram à transferência da capital federal para Brasília, em 1960 (particularmente na administração Carlos Lacerda, 1961-5), além das grandes obras dos anos 70, sem deixar de lado as mais recentes. A maneira como a técnica e a cidade foram superando obstáculos e se produzindo mutuamente, ao longo dessas seis décadas – é essa idéia, em suma, que determina a tônica do filme.


Entende-se por técnica, aqui, a ação humana sobre a natureza, visando a evolução do modo de existência do homem e a satisfação das suas necessidades, sejam elas elementares ou não (Ortega y Gasset, Meditação sobre a Técnica). Atos, procedimentos e processos de construção, ferramentas e máquinas, materiais: tudo isso envolve uma prática inventiva, um “saber fazer” (techné) que, na sua raiz grega, se confunde com a própria criação artística. 


Tomada por esse prisma, a história urbana do Rio de Janeiro revela-se particularmente fascinante: se no período colonial, o enxugamento de brejos e mangues foi fundamental para a instalação da cidade e a conquista do solo à natureza, com a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, no início do século XIX, a cidade passou por modificações radicais tanto na sua aparência quanto na sua morfologia e estrutura urbana. Já no começo do século XX, as grandes reformas urbanísticas do prefeito Pereira Passos (1901-6) fizeram do Rio a imagem por excelência do projeto de modernização político-cultural identificado com a República. Mais adiante, no período compreendido entre os anos 1930 e 1950, o Rio tornou-se matriz da arquitetura moderna no país e sede de uma “escola de concreto armado” reconhecida internacionalmente, que fez surgir por toda a cidade túneis, pontes, viadutos, reservatórios d´água, obras hidráulicas e portuárias; edifícios altos e cinemas. Já nas duas décadas seguintes, a cidade se transformou para adequar-se ao crescente número de automóveis e fez nascer também obras pioneiras no uso do concreto armado aparente (Museu de Arte Moderna, projetado por Affonso Eduardo Reidy), e da estrutura metálica (edifício Av Central e Pavilhão de São Cristóvão, projetados respectivamente pelos arquitetos Henrique Mindlin e Sergio Bernardes). 


Se considerarmos a evolução urbana do Rio de Janeiro, logo veremos, portanto, que não é de hoje que as questões técnicas vem se impondo como um desafio que permeia ações, práticas e políticas urbanas na cidade, e muitas vezes acabam se convertendo em atrativo fundamental para o uso dos seus espaços públicos e semi-públicos. Surpreendentemente, o papel da técnica permanece, ainda assim, subestimado na construção da história do Rio de Janeiro. O filme nasce, assim, da constatação da relação intrínseca entre a história da técnica e a história da cidade. Por vezes conflituosa, esta relação certamente não é exclusiva do Rio de Janeiro, mas não só é determinante nesta cidade como manifesta-se de maneira particularmente expressiva - e às vezes também dramática - aqui. 


Por outro lado, o filme também se pauta pela suspeita de que a dissolução dessa relação, em tempos mais recentes, é uma das expressões mais evidentes do agravamento da crise urbana do Rio de Janeiro. Sem deixar de lado o seu objetivo didático, o filme deve explorar todas as possibilidades cinematográficas com o objetivo de sensibilizar o espectador, seja ele leigo ou não, para a “coisa humana por excelência” que é a cidade (C.Levi-Strauss, Tristes Trópicos), e fazer com que ele reveja criticamente espaços nos quais talvez circule cotidianamente."

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:: Rio: Cidade e Técnica

Com apoio da Faperj, alunos e professores dos cursos de Arquitetura e Cinema da PUC-Rio se uniram a fim de realizar um documentário sobre a cidade do Rio de Janeiro.

O filme vai apresentar uma visão abrangente e multifacetada das transformações urbanas vividas pelo Rio de Janeiro a partir dos anos 1950, com ênfase na relação com a técnica - construtiva, viária, paisagística, urbanística - que tornou esta cidade possível.

 Em nossa última reunião na PUC, que aliás foi a primeira com toda a equipe inicial reunida, discutimos o tema, revimos o roteiro e tivemos lá nossas dúvidas quanto ao encerramento do filme, mas ao final de quase três horas de 'brainstorming' colocamos quase tudo em dia. Acima, o registro do nosso encontro, realizado numa das salas do Departamento de Comunicação da PUC-Rio.

Da esquerda para a direita: Tiago Rios, aluno do Curso de Cinema; Mariana Vieira, professora de Projeto Urbano; Yasmin Martins, aluna do Curso de Arquitetura; José Mariani, professor de Documentário; Clélia Bessa, professora de Produção e Leticia Pires, aluna do Curso de Cinema. Por trás da lente está a professora Ana Luiza Nobre, de Teoria e História da Arquitetura, responsável pela elaboração do projeto.

 Os alunos foram selecionados pelos professores para compor a equipe, que deve crescer de acordo com o andamento dos trabalhos, envolvendo também professores e alunos de Artes Cênicas da UNIRio. Rio: Cidade e Técnica. É esse o título provisório do nosso filme. Aceitamos sugestões!

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:: Contato

Suas sugestões, críticas, reclamações, dúvidas, comentários são bem-vindos.
Fale conosco em: planocidade@gmail.com





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:: Sobre

Sinopse: Um documentário didático sobre a cidade do Rio de Janeiro, enfocando aspectos cruciais da sua evolução urbana na segunda metade do séc. XX, do ponto de vista da sua relação com a técnica.

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:: Equipe

Ana Luiza Nobre
Arquiteta, Doutora em História pela PUC-Rio, Professora de Teoria e História da Arquitetura no Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio. Responsável pela elaboração do projeto.



Mariana Vieira
Arquiteta e Urbanista pela UFPB, Doutora em Arquitetura e Mestre em Urbanismo pela UFRJ. Atualmente é professora de Projeto Urbano da PUC-Rio e trabalha na produção de roteiros e textos para a Fly Bumbax Produções.
Clélia Bessa
É formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Em 1986 entrou para a Embrafilme atuando na área de mercados especiais, passando ainda pelas seguintes empresas: TV Globo,  Synapse Distribuidora e Fundação do Cinema Brasileiro. Desde 1996 é sócia da Raccord Produções.

José Mariani
Professor de Documentário da PUC-Rio.


Yasmin Martins
Estudante de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio (Pesquisa). Produziu o curta "Atenção com o vão" sobre a cidade do Rio de Janeiro. Atualmente desenvolve projetos de Arquitetura e Cenografia para Bia Junqueira e Henrique Mourthé. Responsável pela criação do Blog.

Catarina Flaksman
Estudante de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio (Pesquisa) e editora da Revista Noz. Em 2009 organizou o Cine Noz, evento com filmes seguidos de debates focando na relação entre cinema e paisagem, no Instituto Moreira Salles.


Leticia Pires
Estudante de Cinema da PUC-Rio (Produção). Participou do projeto "Noites de Almirante". Produziu mais de dez curtas metragens. Fez parte da equipe de produção do longa ''Desenrola''. Presta assistência ao Professor Marcelo Taranto na disciplina de Projeto de Filme II.


Tiago Rios
Estudante do Curso de Cinema da PUC-Rio. (Roteiro) 

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