:: Rio de Janeiro





Favelário Nacional - Carlos Drummond de Andrade
À memória de Alceu Amoroso Lima, que me convidou a olhar para as favelas do Rio de Janeiro.

1. Prosopopéia

Quem sou eu para te cantar, favela,
que cantas em mim e para ninguém a noite inteira de sexta
e a noite inteira de sábado
e nos desconheces, como igualmente não te conhecemos?


Sei apenas do teu mau cheiro: baixou a mim, na vibração,
direto, rápido, telegrama nasal
anunciando morte... melhor, tua vida.


Decoro teus nomes. Eles
jorram na enxurrada entre detritos
da grande chuva de janeiro de 1966
em noites e dias e pesadelos consecutivos. [...]


Leia o texto completo em [Favela Tem Memória]

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